Em função da difusão do livro e da leitura entre os "homens brancos", estes se tornaram pouco capazes de pensar com sensatez...
A leitura implica numa renúncia de si próprio, para aderir ao texto...
Incute-se na cabeça das crianças, tantos pensamentos quanto se pode, obrigando-as, todos os dias, a roer certa quantidade de esteiras com pensamentos.
Só as mais sadias repelem esses pensamentos ou deixam que lhes passem pelo espírito como se este fosse uma rede.
A maior parte [das crianças], no entanto, sobrecarrega-se com tantos pensamentos que já não há espaço para que a luz penetre. É o que se chama formar o espírito.
O que resta de tamanha confusão, chamam de instrução.
Tuiávii (Samoano que conheceu a Europa - citado em Gnerre, 1985:41)
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